ONU Mulheres apresenta estudo e iniciativas em busca da equidade de gênero no esporte

A ONU Mulheres no Brasil apresentou nesta quinta-feira, no webinário “Chamada para Ação: por mais meninas e mulheres no esporte”, iniciativas que estão sendo implementadas pela organização em busca de um ambiente esportivo mais igualitário. A organização também mostrou a prévia de uma pesquisa que evidencia a grande disparidade entre os gêneros no esporte e convocou as entidades e empresas a se juntarem à missão pela causa.

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ONU Mulheres e o esporte

– A ONU Mulheres convida todas as entidades a participarem das nossas inciativas – destacou Ana Carolina Querino, vice-representante e gerente de programas da ONU Mulheres no Brasil, ao fim do webnário.

A pesquisa “Políticas de igualdade de gênero e inclusão das mulheres: mapeamento das organizações esportivas nacionais e internacionais” expôs que ainda há uma grande disparidade entre gêneros no esporte e que um longo caminho ainda precisa ser percorrido. Os números mostram a grande defasagem na presença de mulheres em cargos de comando e lideranças nas organizações esportivas em relação aos homens.

No Brasil, por exemplo, apenas duas federações esportivas possuem mulheres no cargo de presidência (Ginástica e Remo). Além disso, apenas 10 das 34 federações olímpicas cumprem a meta mínima do Comitê Olímpico Internacional de uma inclusão de 30% de mulheres na principal estrutura de gestão executiva da entidade. E apenas 10 confederações brasileiras olímpicas desenvolveram políticas ou ações direcionadas para a mulher no esporte.

Se comparado ao resto do mundo, o Brasil está ainda mais atrasado. Ao todo, seis federações internacionais têm mulheres na presidência (badminton, golfe, esqui-alpino, tênis de mesa, curling e triatlo). E já são 11 federações internacionais olímpicas cumprindo a meta mínima de 30% do COI.

“Uma Vitória Leva à Outra”

Uma das principais ações, em conjunto com o Comitê Olímpico Internacional e em parceria com a ONG Empodera e o Comitê Olímpico do Brasil, é o programa “Uma Vitória Leva à Outra”. Nos últimos quatro anos, a iniciativa, que é um legado das Olimpíadas Rio 2016, tem alcançado bons resultados na busca do empoderamento de meninas e mulheres por meio do esporte. Ao todo, 934 meninas foram beneficiadas pelo projeto na cidade do Rio de Janeiro nos últimos quatro anos.

O programa visa, através de seis pilares, desenvolver a igualdade de gênero no esporte e prevenir a violência contra meninas e mulheres. A ONU Mulheres enxerga o esporte como uma ferramenta de empoderamento de meninas, desenvolvendo sua autoestima, capacidade de liderança, autonomia financeira, sexual e reprodutiva. Entre as metas da organização estão:

  • Promoção da liderança feminina e da igualdade de gênero nos modelos de governança.
  • Prevenção e resposta à violência contra mulheres e meninas no esporte e por meio dele.
  • Redução das disparidades de investimento e promoção de oportunidades econômicas iguais para mulheres e meninas.
  • Promoção da participação igualitária de mulheres e representação livre de preconceito na mídia esportiva.
  • Promoção da igualdade de oportunidades para meninas no esporte, atividades físicas e educação física.
  • Apoio ao monitoramento e relatoria do progresso anual.

Fonte: Globo Esporte

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