Mulheres Gestoras

 

Não sou nenhum desses conhecidos “gurus” no assunto, muito menos algum “expert” de marketing, palestras, relator, ou qualquer outro entendido.  Pretendo apenas colaborar com algum conhecimento do dia a dia, em convivência com mulheres líderes e gestoras.

Minha primeira experiência nesta área, é com minha própria mãe, a qual pela percepção natural e diária, ao longo do tempo fui formando minha referência dela.  Uma mulher gestora do lar, da família e de sua vida profissional.  Sempre sábia, se desdobrava para cumprir com suas obrigações, foi uma auxiliadora do meu pai na criação dos filhos, nas finanças e principalmente no amor.  Com ela eu entendi o texto bíblico “a mulher sábia edifica a sua casa e a tola, com sua própria mão derruba”.  Portanto, fica aqui minha homenagem e reconhecimento à minha mãe Eunice de Souza Avallone, como uma mulher empreendedora e gestora que é uma verdadeira vencedora.

O mundo profissional é bem machista, que nos últimos 40 ou 50 anos, mudou um pouco, melhorando a abertura para as mulheres.  Os usos, costumes e a própria legislação, permitiu maior espaço às mulheres, as quais muitas brilham e se revelam como excelentes gestoras.  Mas ainda estamos longe de um equilíbrio entre homens e mulheres nas posições de liderança.

Felizmente na atual empresa em que trabalho, as mulheres são a maioria que ocupam cargos de gestão.  Uma exceção à regra.  Um espaço valioso que é dado pelos diretores da empresa, porém em nada valia se essas mulheres não fizessem sua parte, com competência e firmeza nas suas atribuições.

O mundo empresarial e dos negócios, nos impõem tantas metas, objetivos, responsabilidades, obrigações, pressões, e muito mais, pelo fazer acontecer.  Sem isso a empresa não sobrevive.  E é neste mundo que as mulheres estão inseridas, portanto, devem também saber “fazer acontecer”.

Lembro-me aqui das minhas filhas Erica e Ellen, hoje mulheres, também empreendedoras, as quais nas suas atividades são exemplos de gestoras, demonstrando-se sábias tanto em suas atividades profissionais e em família, pois trabalham junto com seus maridos, ou seja, uma convivência de 24 horas por dia.

Esta condição de trabalho em família, é muito comum nos nossos dias, onde pelo desemprego, muitos casais se unem para formar um negócio próprio e assim trabalham juntos em prol de todos.  Esta união é excelente, mas deve haver uma boa vontade de ambos, caso contrário os conflitos podem superar o sucesso.  Estavam acostumados a conviver poucas horas por dia e passam a viver juntos 24 horas, acumulando a gestão profissional e pessoal.  Muitos não conseguem.

Por outro lado, existem àquelas mulheres mais simples, que atuam em posições de menos destaque, porém não menos importante.  Essas mulheres valiosas que lutam para levar as suas casas o sustendo de suas famílias.  Nesta simplicidade, também são gestoras, não como aquelas executivas que imaginamos em cargos de destaque, mas certamente devem ser sábias para equilibrar o orçamento diário de seu lar, com a educação dos seus filhos e demais obrigações.

Reconhecemos aqui todas essas mulheres gestoras, valorizando-as seja pelas suas posições profissionais de destaque ou mesmo àquelas mais simples, não menos importantes, porém todas sábias nas suas atribuições.

 

Por: Eder Avallone

 

 

 

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