5 mulheres CEOs e iniciativas de equidade de gênero

As desigualdades de gênero no mercado de trabalho ainda apresentam números que denunciam o abismo entre profissionais homens e mulheres. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-IBRE) revelou que, desde 2012, o número de pessoas desempregadas do gênero feminino é maior do que do gênero masculino.

LEIA MAIS:
Terra transmite segunda edição do maior encontro de mulheres CEOs da América Latina
O impacto da crise política e econômica na vida das mulheres brasileiras
O que a história de fracasso do viagra feminino ensina sobre a sexualidade das mulheres

O índice de desempregadas era de 16,45% em 2021, o equivalente a mais de 7,5 milhões de mulheres, segundo o levantamento. A taxa de participação de mulheres no mercado de trabalho no ano passado era de 51,56%, enquanto a dos homens era de 71,64%, ou seja, uma diferença de 20%.

Quando a cargos de liderança nas empresas, esse abismo fica ainda maior. Um levantamento realizado pela BR Ratin em 486 companhias (59% nacionais e 41% multinacionais), com 200 a 10 mil funcionários, apontou que somente 3,5% das empresas tem mulheres ocupando o cargo mais alto de CEO, 16% em cargos de diretoria e 19% destas corporações têm postos de gerência ocupados por pessoas do gênero feminino.

Para promover a equidade de gênero, algumas empresas que têm mulheres CEOs propõem iniciativas que garantem maior participação das mulheres no mercado de trabalho. Veja a seguir alguns exemplos:

Mulheres CEOs e iniciativas de equidade de gênero

Tânia Cosentino Microsoft Brasil

Tânia Cosentino trabalhou por quase 20 anos na Schneider Eletric e chegou ao posto de presidente da empresa, sendo a primeira mulher e a primeira brasileira a ocupar o cargo. Atualmente, é a CEO da Microsoft Brasil, uma das maiores e mais importantes corporações de tecnologia do mundo.

A Microsoft promoveu a primeira Maratona Mulheres na Inovação em parceria com a ONG de capacitação em tecnologia WoMakersCode. A iniciativa pretende capacitar meninas e mulheres para atuarem no setor de tecnologia. O segmento é majoritariamente masculino, com apenas 20% de mulheres representando a força de trabalho no segmento, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Dani Junco – B2 Mamy

Dani Junco fundou em 2016 a B2 Mamy, uma hub de empreendedorismo que já capacitou mais de 50 mil mulheres. A empresa conecta mulheres que são mães ao ambiente de inovação e tecnologia. A iniciativa de Dani ao criar a B2 Mamy surgiu após perceber que o mercado de trabalho é ainda muito desigual para mulheres, sobretudo para as que vivem a experiência da maternidade.

Desde a sua criação, a B2 Mamy acelerou 269 empreendimentos liderados por mulheres no programa B2 Mamy Pulse, movimentando cerca de R$ 16 milhões. Em 2021, a empresa conquistou o selo de parceria global do Google Startups.

Luana Génot Instituto Identidades do Brasil

A empreendedora social Luana Génot é fundadora e diretora do Instituto Identidades do Brasil, organização que presta consultoria na área de diversidade para empresas. A ONG possui uma equipe de 50 pessoas, majoritariamente mulheres negras como Luana. O Instituto trabalha para incluir pessoas negras em cargos de liderança e já atendeu mais de 200 mil funcionários de empresas do Brasil, México, Estados Unidos e França.

Luana Génot foi escolhida este ano como a líder global pelo Fórum Econômico Mundial.

Ana Karina Bortoni Dias – Banco BMG

Na liderança do Banco BMG, uma das maiores empresas de concessão de crédito consignado do Brasil, Ana Karina Bortoni Dias assumiu o cargo de CEO da companhia em 2020.

O Banco BMG tem 50% do seu conselho administrativo formado por mulheres. Em 2021, com Ana Karina já à frente da empresa, o BMG realizou o projeto Juntas em Tech. A parceria firmada com a startup PrograMaria promoveu uma série de ações para fomentar a equidade de gênero na área de tecnologia.

Cristina Junqueira Nubank

A cofundadora e CEO do maior banco digital do Brasil, Cristina Junqueira assume uma liderança que aposta na inclusão e na diversidade.

Em março do ano passado, o Nubank assumiu o compromisso de contratar 3.300 mulheres até 2025 e com isso se tornar a empresa de tecnologia mais igualitária da América Latina. O objetivo é 50% dos cargos de liderança ocupados por mulheres.

Outra iniciativa da fintech é o Yes She Codes, programa de recrutamento voltado para mulheres engenheiras de software.

O Nubank oferece também licença-maternidade estendida com duração de 6 meses para as funcionárias.

Fonte: Yahoo

Compartilhar: