Heineken quer 50% de mulheres na liderança de olho nas consumidoras de cerveja

No dia 17 de março, a Heineken anunciou a meta de ter 50% de mulheres na liderança da companhia nos próximos cinco anos. Até o momento, apenas 27% da liderança da cervejeira é composta por mulheres.

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Segundo a empresa, o objetivo é aumentar a igualdade de gênero dentro da empresa e atrair ainda mais consumidoras para beber as cervejas da companhia. Em entrevista exclusiva ao CNN Brasil Business, o CEO da empresa, Mauricio Giamellaro, afirmou que “sem a representação feminina dentro da Heineken, a mulher consumidora não se sentirá representada”.

Heineken mirando a geração Z

Segundo Jussara Calife, diretora de Trade Marketing e líder do grupo de afinidade de equidade de gênero, a mudança também deve ocorrer para manter os talentos da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) engajados.

“Em breve, essa geração vai dominar o mercado de trabalho, e eles são ávidos por essas mudanças. São mais críticos, seletivos, e a diversidade importa mais para eles. Esse é um modelo de gestão importante, que dá resultados e, ao mesmo tempo, prepara melhor a organização para as gerações que estão por vir”, diz.

Treinamento da gerência

Para chegar aos 50%, o caminho é longo. Além de realizar um programa de desenvolvimento para mulheres que já trabalham em diferentes áreas da companhia, a empresa também pretende deixar mais mulheres como finalistas em processos seletivos para vagas sênior.

Há, ainda, um treinamento da gerência para abrigar os talentos diversos de forma justa e sem preconceitos.

“A mudança vem do topo. Então, quando falamos de mudança na gerência, se o topo não mudar, a organização não muda. Se você foca na liderança, você prepara a organização toda para o crescimento”, afirma Jussara. “Estamos trabalhando na parte de conscientização, mostrando web séries, e temos um comitê para discutir diversidade”, explica.

Questão pessoal

Para o CEO, além do profissional, trazer mais mulheres para a Heineken também passa por questões pessoais.

“Tenho uma filha de 24 anos e uma coisa que mais me dói quando ela conversa comigo é essa dificuldade de decidir entre ser mãe e profissional —e eu não quero mais que ela passe por isso”, diz. “Eu, como líder, posso fazer essa mudança.”

Fonte: CNN Brasil

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