Facebook é mais tóxico para mulheres na política do que para homens, aponta relatório

Um estudo do Institute for Strategic Dialogue, uma organização britânica think tank, ou seja, voltada para temas como política, econamia, sociais e científicos, descobriu que as mulheres que ocupam cargos políticos recebem 12% mais assédios no Facebook em comparação aos colegas homens.

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Mulheres na política dos EUA

Os pesquisadores analisaram 146.140 comentários abusivos endereçados à presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, que lidera o ranking de políticas mulheres que mais foram alvos de assédios. Ela recebeu três vezes mais mensagens tóxicas do que o senador norte-americano Tim Scott, por exemplo, que foi apontado como o homem da política que enfrentou ataques mais pesados na rede social.

Nancy Pelosi e outras mulheres do ambiente político enviaram uma carta ao CEO da empresa, Mark Zuckerberg, para pedir medidas que impeçam a disseminação de ódio contra elas na plataforma. “Estamos implorando ao Facebook para fazer mais para proteger a capacidade das mulheres de se engajarem no discurso democrático e promover um espaço seguro e empoderador para elas”, dizia um trecho do texto, que foi divulgado pelo grupo.

Em resposta, um porta-voz da companhia disse que a empresa trabalha para encontrar soluções para os problemas apresentados.

Um relatório do Facebook Papers, conjunto de documentos divulgados pela ex-executiva da empresa, Frances Haugen, aponta que a empresa sabe que a rede social pode ser cruel com mulheres que ocupam cargos políticos.

Os arquivos, de 2020, relatam que a companhia se preocupou com o assédio que o público feminino sofre na plataforma e decidiu lançar medidas de apoio durante a corrida eleitoral na Alemanha.

A iniciativa “Strong women, strong politics” (Mulheres fortes, política forte, em tradução livre para o português), ofereceu um workshop sobre proteção da conta, serviços com psicólogo e ferramentas para auxiliar denúncias de conteúdos impróprios para as mulheres na Alemanha.

O objetivo do apoio era o de “minimizar o risco das experiências ruins nas nossas plataformas”, dizia o relatório de acordo com informações da Forbes norte-americana. “Todos nós queremos que nossas plataformas sejam um espaço seguro onde a liberdade de expressão e o discurso cívico coexistam”, dizia um documento da empresa sobre o projeto, segundo a publicação. “No entanto, com muita frequência, figuras públicas, especialmente mulheres, muitas vezes enfrentam assédio indesejado”, reconheceu o Facebook no relatório.

Fonte: Época

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