Convite à convivência consigo mesmo

Por Alessandra Pupim
Coach, Treinadora e Consultora de Desenvolvimento Humano na Consciência Ativa

 

Em tempos de Covid-19 e quarentena, quero aproveitar esta minha primeira publicação
para o Hashtag Mulher (gratidão, Elda!) para fazer um convite à reflexão interna e ao
autoconhecimento.

Tem-se falado bastante sobre o nosso atual estado de enclausuramento e as dificuldades
associadas ao distanciamento social. Somos seres sociais. Evoluímos e chegamos até
aqui graças, principalmente, à nossa capacidade de união e trabalho conjunto em prol de
um mesmo desafio, problema, objetivo. Além disso, há vários estudos que confirmam a
importância de nossos relacionamentos para o nosso bem-estar e satisfação perante a
vida. Inclusive, é para a família e os amigos que se volta muito da atenção de pacientes
que se encontram em tratamento paliativo, o que reforça o papel das conexões sinceras e
saudáveis em nossas vidas.

Mas… Fico aqui pensando: uma semana, ou até duas, já seria tão prejudicial assim?
Confesso que não sei se há estudo sobre isso. Mas sei que há retiros de silêncio e
meditação, por exemplo, que duram esse tempo ou mais. Sim, depende de certa prática.
E sim, nossa atual situação também não é tão “extrema”.

Então, o que acontece? 

Não aprendemos a passar tempo com nós mesmos. Associamos isso a tédio, chateação,
angústia, tristeza. E não é isso. Para nos mantermos íntegros e saudáveis, para nos
conhecermos e entendermos nossas emoções e pensamentos, necessitamos parar e ficar
um pouco conosco. Aprender a identificar e nomear o que estamos sentindo, rever nossas
atitudes, questionar nossas crenças e pensamentos. Identificar e buscar a origem de
determinados comportamentos e hábitos que não estão sendo tão saudáveis assim. Olhar
com coragem para tudo aquilo do que costumamos nos defender, negar, ou mesmo “não
ver” no dia a dia. Aceitar nossas fragilidades, nossos erros, nossas imperfeições e, assim,
sermos mais tolerantes com nós mesmos e com os outros.

É este o meu convite para você hoje: que tal aproveitar esse momento e vivenciar um
pouco de introspecção? Que tal voltar o seu olhar e atenção para si, enquanto ser
humano, com suas forças e fraquezas, alegrias e tristezas, prazeres e dores? Isso tudo
nos compõem. Somos seres “duais”, com experiências “duais”. Emoções, sentimentos,
pensamentos e forças opostas e complementares ao mesmo tempo. Somos e vivemos
uma combinação desses fatores “concorrentes”, infinitos gradientes de cinza entre o preto
e o branco. E cabe a nós aprender a parar, observar e aceitar, para então promovermos
uma boa convivência conosco mesmos e partirmos para transformações positivas e
duradouras.

 

Se precisar de ajuda ou ainda tiver alguma dúvida sobre o tema, pode me contatar pelo e-mail: [email protected]

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