Campanha Agosto Dourado destaca a importância da amamentação

A campanha Agosto Dourado, coordenada pelo Ministério da Saúde, visa a esclarecer e conscientizar a população sobre a importância da amamentação. O mês de agosto foi escolhido porque é quando ocorre a Semana Mundial do Aleitamento Materno, promovida pela Aliança Global pela Amamentação (Waba). Este ano, o Agosto Dourado, que tem como lema “Fortalecer a Amamentação: Educando e Apoiando”, foca não só nos pais, mas também nos trabalhadores da saúde.

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A Campanha Agosto Dourado

O Brasil é, há anos, reconhecido como referência mundial em estímulos ao aleitamento materno, com a campanha Agosto Dourado. De acordo com o Ministério da Saúde, “o país busca avançar para garantir que as mães, principalmente aquelas que trabalham fora de casa, tenham condições para amamentar seus filhos pelo máximo de tempo possível”.

A campanha Agosto Dourado atenta para os benefícios do aleitamento materno que compreendem o fortalecimento do vínculo e o auxílio à prevenção de doenças maternas e da infância. Entretanto, para que o processo seja uma experiência positiva para a mãe e o bebê é importante levar informação e derrubar alguns mitos que circundam o tema, conforme aponta a pediatra do Hospital Vila da Serra, Bárbara Carolina Vieira Nogueira Valério.

“Os principais obstáculos à amamentação são a desinformação, a idealização de que ela é puramente instintiva e a ausência de uma rede de apoio. Junto às orientações de profissionais, como de obstetra, pediatra, enfermeira e fonoaudiólogo, a realidade atual é que a gestante consegue encontrar conteúdos seguros e de qualidade em redes sociais, com o cuidado de saber filtrar os perfis que estejam alinhados com as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) e da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Também é importante entender que cada bebê é único, e que cada mãe tem uma experiência diferente”, afirma a pediatra.

Segundo a médica, uma dúvida bastante frequente sobre o tema que a campanha Agosto Dourado aborda diz respeito ao estabelecimento ou não de horários de amamentação. “A livre demanda é a melhor opção, principalmente no início, pois a genitora ainda não conhece as necessidades metabólicas do seu filho que acabou de nascer. A livre demanda consiste em atender à solicitação do bebê e permitir que a mãe reconheça sinais de fome e de saciedade. Além disso, vale lembrar que amamentar vai muito além da nutrição física, abrange a emocional também”, orienta.

O ato de amamentar protege o bebê de uma série de doenças e infecções, como diabetes e diarreia, fortalece o sistema imunológico, reduz a taxa de mortalidade e “melhora o desenvolvimento da musculatura orofacial do bebê, já que para realizar a sucção no seio, a musculatura faz um movimento que nenhum outro meio consegue reproduzir. Na mãe, essa sucção estimula a contração do útero, o que reduz os riscos de sangramento após o parto”, explica Bárbara Carolina Vieira Nogueira Valério.

A pediatra acrescenta que estudos científicos identificaram os aspectos emocionais vinculados à amamentação, concluindo que os bebês que mamam no peito têm um desenvolvimento saudável da personalidade e dos comportamentos sociais, e estabelecem uma maior conexão com a mãe. A campanha Agosto Dourado é muito importante.

A especialista salienta que o leite materno deve ser oferecido ao bebê de forma exclusiva até o sexto mês, podendo se estender até os dois anos de idade ou mais. “As principais contraindicações ao aleitamento materno em bebês saudáveis são se a mãe for portadora do vírus HIV, se faz uso de alguma medicação incompatível com a amamentação e/ou se são dependentes químicas”, informa a pediatra do Vila da Serra.

Fonte: Encontro

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