MARIA.  MULHER ENCANTADORA e INSPIRADORA.

A Maria Dias Campos, hoje com 32 anos, é casada, portadora de câncer, e a doença está em plena ebulição.

Aos 17 anos, Maria buscou ajuda médica onde ela achou que poderia estar com algum problema, porque havia um sangramento em um de seus mamilos.
Ela procurou ajuda médica, a sua ginecologista, mas a mesma não deu a devida atenção, dizendo que isso
era normal, porque na sua idade os seus hormônios, estando na adolescência, mas mesmo adiante deste quadro não deu atenção e muito menos solicitou que fizesse algum exame para verificar e até mesmo detectar a existência de um problema.
Se passou algum tempo, mas o problema persistia. Maria retornou à médica e para sua surpresa, ela agiu da  mesma forma, ignorou totalmente suas queixas, visíveis, e não solicitou nenhum exame.
Maria saiu do consultório, inconformada, mas dessa vez foi buscar outra opinião.
Quanto à ida a outro profissional, qual foi a sua surpresa?
O mesmo se indignou com a atitude da médica anteriormente consultada, e este totalmente
consciente, apto, humano, viu a gravidade do problema e fez com que Maria fizesse todos os
exames possíveis para detecção do problema.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico foi inesperado e nada bom: era CÂNCER de mama.
Ela, Maria, uma menina que foi buscar ajuda médica, e como pode, uma médica ignorar totalmente a queixa de uma
paciente?

O TEMPO

Maria aos 19 anos, já casada, começou a luta pela vida.
Foi onde começou todo tratamento: quimioterapia, inúmeras, para que pudesse controlar e sempre
com a grande esperança da cura.
E foi após 4 anos do tratamento, que houve a reconstrução da mama, mas para que isso ocorresse,
aconteceram outras tantas cirurgias preparatórias, porque a pele fica sensível e existem outros fatores também agravantes, e foram 11 cirurgias no total, até chegar a necessária reconstrução mamária, que foi bem sucedida.

METÁSTASE

E agora, depois de 8 anos de tudo encerrado, apareceu em seu pescoço um caroço e que ela foi imediatamente investigar.
Este caroço foi um sinal de Deus, um alerta, porque no pescoço não havia nada, mas o DIAGNÓSTICO foi metástase no pulmão e ossos.
A Maria, invencível, está encarando com ânimo a um tratamento como ela mesma diz, “está mais doloroso, mais difícil, com altos e baixos, porque com a imunidade baixa, atrapalha a continuidade e posterga o tratamento”.

DE ONDE TIRAR TANTA FORÇA?

“Deus é a única opção na minha vida, para minha cura, minha restauração. Tenho a ajuda médica e já passou a fase onde era brava, inconformada, porque hoje eu sou calma, tranquila, é porque creio em Deus e também tenho pessoas maravilhosas que me apoiam, me
ajudam”.

PROJETO DE AJUDA ÀS PACIENTES

Neste processo de reabilitação e até mesmo tratamento psicológico, existiu e ainda tem a grande contribuição de
Sonia Suhayla, a idealizadora e coordenadora do Projeto “Ventre Vida”, que foi iniciado em março de 2013,
onde trabalham com mulheres que já passaram ou ainda são portadoras de câncer,elas vivenciam
e se tratam com a dança do ventre, onde ali todas se entendem, porque passaram ou ainda passam pelo mesmo problema.

“Sonia é tudo pra mim, a mãe, o apoio, compreensão, suporte. Devo muito a ela porque nos trata com amor, dignidade, igualdade, ela nos ama e ama o seu trabalho”.

Pra você Maria, só posso dizer uma coisa, porque te conhecendo aprendi a te amar, apreciar a vida com outros
olhos e a tratar todas as pessoas com igualdade, sem preconceito, pois como foi dito
algumas vezes em outras  oportunidades   –  “as pessoas que nos fazem lembrar que estamos
doentes”  –  porque são iguais, e podem sair, passear, frequentar lugares em comum apesar
de estarem carecas (algumas vezes) e com a aparência nem tanto agradável ou  NÃO “igual a
maioria”, mas principalmente podem e devem VIVER.

A EXPERIÊNCIA DE MARIA.

Em um dos piores momentos que tenho vivido, após a saída do hospital, no término de uma
sessão de quimioterapia, chegando em casa, triste, cansada, abatida.
Ganhei três rosas de meu esposo, tendo um botão totalmente fechado, e duas já abertas.
Pedi a Deus que me ouvisse, que esse tratamento acabasse logo, que Ele falasse comigo de
alguma forma para me consolar, me ajudar.
Me arrumei e fui dormir, as rosas ao lado da minha cama.
Para minha surpresa, as 7h da manhã, ao levantar, vi o botão… sim, o botão de rosas
totalmente aberto caído no chão, ao lado da minha cama.
Sei que era o botão, porque como falei, as duas outras rosas estavam já abertas, e o botão
totalmente fechado, já não estava no criado junto com as outras duas, mas totalmente aberto,
com a haste e as folhas caídas aos meus pés.
Naquele momento tive a certeza que Deus me ouve, me ouviu e sempre me ouvirá,
aconteça o que acontecer.
Tirei uma foto desta rosa e a guardarei enquanto eu viver, experiência única, inigualável.

A SUPERAÇÃO

Deus fala conosco o tempo todo, basta estarmos de olhos e ouvidos abertos, prestando
atenção em tudo que te faz estar vivo. Aprendi a admirar esta menina, mulher grandiosa, cristã, guerreira.

Compartilhar: