6 motivos para diminuir o consumo de açúcar em 2021

Não há melhor momento para adotar um estilo de vida mais saudável e abandonar hábitos ruins do que a virada do ano, afinal, o primeiro dia de janeiro marca um novo início para todos nós. Mas se você ainda não sabe quais mudanças vai aderir em 2021 para tornar sua vida mais saudável, uma boa estratégia é apostar na redução do consumo de doces, bem como de carboidratos como pães e massas, visto que esses são convertidos em açúcar pelo organismo e podem causar danos que, a longo prazo, te deixam menos saudável.

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Mas, é claro, diminuir a ingestão de açúcar pode ser muito desafiador, principalmente para quem não passa um dia sem consumir um docinho após o almoço. Mas para te motivar a adotar esse cuidado durante 2021 (e para o resto de sua vida!), reunimos um time de especialistas para apontar os principais danos que o consumo excessivo de açúcar pode causar. Confira:

Açúcar favorece o aparecimento de câncer

Além de problemas como obesidade e diabetes, o açúcar também pode favorecer o surgimento de câncer.

“As células cancerígenas, assim como todas as outras células do organismo, precisam de fontes de energia para sobreviver. Enquanto algumas células retiram essa energia do oxigênio, outras, como as células neoplásicas, utilizam como fonte de energia a fermentação do açúcar. Dessa forma, o açúcar, mais especificamente a glicose, pode impulsionar o desenvolvimento do câncer, já que alimenta as células cancerígenas, que crescem e se espalham pelo organismo”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

“O açúcar é um vilão ainda maior se o câncer já estiver em desenvolvimento, pois, durante os períodos de rápido crescimento do tumor, as células cancerígenas digerem o açúcar até 200 vezes mais rápido do que as células normais.”

Envelhece a pele e causa queda capilar

O excesso de açúcar pode levar ao envelhecimento precoce da pele devido a um processo conhecido como glicação.

“A glicação é a relação entre o consumo excessivo de açúcar refinado (carboidratos) e o envelhecimento cutâneo acelerado. Neste processo, a glicose que fica solta no sangue liga-se as proteínas, formando assim os AGEs (produtos finais da glicação avançada). Esses AGEs causam uma desordem tecidual, degradando as fibras de colágeno e elastina e levando à perda da elasticidade da pele, formação de rugas e ao envelhecimento do tecido. Dessa forma, é necessário utilizar suplementos antiglicantes como Glycoxil para reverter os danos”, explica a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição integrada da Biotec Dermocosméticos.

E algumas pessoas são mais propensas que outras a sofrer com esse processo.

“A genética é capaz de alterar de forma importante a maneira como o organismo combate a glicação. Por exemplo, portadores dos genes AGER e GLO1 estão relacionados a um menor combate do fenômeno de glicação”, afirma o geneticista Marcelo Sady.

Além de afetar a pele, o consumo excessivo do ingrediente também pode prejudicar a saúde dos cabelos.

“Isso porque o aumento de insulina provocado pela ingestão de açúcar faz com que sejam liberados hormônios que inibem a divisão celular da raiz capilar, além de provocar um processo inflamatório que afeta o couro cabeludo, favorecendo o afinamento dos fios e a queda capilar”, ressalta o médico tricologista Lucas Fustinoni, membro da World Trichology Society.

O açúcar atrapalha os resultados de procedimentos estéticos

Segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, além do processo de glicação, o organismo também requisita enzimas não habituais para combater a glicose, o que aumenta a produção de radicais livres, causando um estresse oxidativo no organismo que piora ainda mais a glicação das fibras de colágeno, acelerando sua degradação.

“E, como chave dos procedimentos estéticos é o estímulo de colágeno, pacientes com marcadores altos de estresse oxidativo tendem a conquistarem resultados menos expressivos quando submetidos a cirurgias plásticas, além de possuírem mais riscos de sofrerem com problemas de cicatrização e trombose no pós-operatório”, finaliza.

Aumenta a predisposição a problemas circulatórios

A cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, explica que o açúcar está relacionado com a obesidade e com a diabetes mellitus, além de ser apontado como grande vilão para o aumento de colesterol.

“Além disso, o açúcar pode favorecer o aparecimento de problemas cardiovasculares, causando, por exemplo, o espessamento e o acúmulo de placas de gordura dentro da parede das artérias, com consequente obstrução desses vasos. Dependendo da artéria afetada, tal quadro pode levar ainda a incidência de infarto, derrame e problemas de claudicação, que é quando você vai caminhar e tem dificuldade de andar porque falta sangue nas pernas”, diz a médica.

Aumenta a suscetibilidade a infecções vaginais

Doces e carboidratos em excesso também podem favorecer o aparecimento e piora de corrimento e candidíase em mulheres.

“Esses alimentos tornam-se glicose no organismo, fazendo com que o pH vaginal fique mais ácido. Com isso, há uma desregulação das bactérias locais, com aumento da produção de fungos e bactérias patógenas, causando candidíase e corrimento”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra.

“Além disso, o consumo excessivo desses alimentos também pode prejudicar o sistema imunológico, o que favorece o aparecimento de infecção urinária, que acontece quando as bactérias entram no trato urinário e se multiplicam, causando dor, ardência, desconforto na bexiga, urina turva e até febre.”

O açúcar prejudica a saúde oral

O açúcar é um dos grandes vilões da saúde oral. “Um dos principais problemas nesse sentido é a formação de cáries, que ocorre quando as bactérias da boca metabolizam o açúcar que consumimos, tornando o pH da boca ácido e, consequentemente, provocando a desmineralização do esmalte dos dentes e o aparecimento das cáries.

E o pior é que o início dessa ação ocorre poucas horas após a ingestão do açúcar. Além disso, o açúcar também favorece o acúmulo de placa bacteriana que, quando não removida adequadamente, também pode ocasionar gengivite e mau hálito”, alerta Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP.

Via: VOGUE

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